Desigualdade salarial cresce em Belo Horizonte

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De 2012 para 2013, as mulheres da região metropolitana de Belo Horizonte até ganharam um pouco a mais. Mas andaram para trás em relação ao salário dos homens. Elas, que há dois anos recebiam em média 71,6% do salário masculino, no ano passado viram essa proporção cair para 69,7%, a menor desde 2010, quando foi de 68,6%. Os dados são do boletim sobre a inserção da mulher no mercado de trabalho, divulgado nessa quinta pela Fundação João Pinheiro (FJP), com base em dados do Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos (Dieese).

O coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego da FJP, Plínio Campos, explica que o rendimento feminino caiu proporcionalmente porque as mulheres voltaram com mais força ao mercado de trabalho e a oferta de empregos cresceu em setores que pagam menos. “Em relação a 2012, a participação feminina no mercado de trabalho passou de 48,3% para 50,5%. A masculina subiu menos, de 65,2% para 66,6%. Isso mostra que elas procuraram mais empregos no ano passado e aceitaram as vagas em setores como supermercados, por exemplo”, analisa.

Com mais mulheres procurando emprego na região metropolitana de Belo Horizonte, a taxa de desemprego subiu. Campos explica que, como mais gente foi procurar uma posição no mercado, é natural que a taxa de desocupação tenha subido. Ela aumentou mais para as mulheres, de 6% para 7,9%, enquanto a dos homens subiu de 4,5% para 5,9%, segundo a pesquisa.

Brasil. Se em Belo Horizonte as mulheres sofrem com a diferença de salários em relação aos homens e com um aumento na taxa de desemprego, no resto do país a situação é outra. A taxa de desemprego total entre as mulheres voltou a cair em 2013, passando de 12,5% em 2012 para 11,7% no ano passado.

E a renda melhorou em relação aos homens. Em 2012, a média dos rendimentos femininos no Brasil foi de 75,5% do salário masculino. No ano passado, a proporção nacional melhorou e subiu para 77,1%.
Fatia das domésticas é a menor da história

São Paulo. A proporção das empregadas domésticas no total das ocupações femininas diminuiu de 14,7% para 14%, entre 2012 e 2013, a menor taxa da série histórica da pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A formalização das relações de trabalho assalariado manteve a trajetória de crescimento para ambos os sexos, porém de forma mais intensa entre as mulheres. Essa alta é resultado exclusivamente das ocupações com carteira de trabalho assinada no setor privado, que passaram de 47,7%, em 2012, para 50,3%, em 2013, uma vez que as ocupações formais no setor público caíram (de 10,5% para 10,2%).

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