Terceira unidade de presídio privado é inaugurada na Grande BH

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A terceira unidade do Complexo Penitenciário da Parcecia Público-Privada foi inaugurada em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. A previsão é que 672 detentos em regime semiaberto sejam transferidos para a unidade até setembro.

Inicialmente, 168 presos da Grande BH foram transferidos para o novo espaço e de 11 mil metros quadrados. Para cumprir pena na Unidade III da PPP, o custodiado já precisa estar no regime semiaberto. Segundo o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, aqueles que ainda não possuem trabalho externo estão sendo prioridade.

— O Estado, em conjunto com a GPA (parte privada do consórcio), está em processo de firmar diversas parcerias com empresas interessadas em contratar a mão-de-obra de detentos.

Os presos da Unidade III também poderão realizar trabalho interno. No local, foram construídos dois galpões, cada um com duas oficinas, uma instalação sanitária, uma sala de encarregado e uma sala de ferramentaria. As empresas que instalarão suas frentes de produção dentro do novo espaço estão sendo definidas.

A unidade ainda conta com oito salas de aula, duas bibliotecas e duas salas para professores. A Unidade III tem oito celas especiais para deficientes e 13 salas do núcleo de saúde somente para a consulta de presos por médicos, psicológicos, dentistas, assistentes sociais e enfermeiros. Também há um espaço específico para o atendimento jurídico dos internos.

A tecnologia utilizada na segurança do novo local é a mesma empregada nas outras duas unidades do Complexo Penitenciário, com sistemas de sensoriamento de presença, controle de acesso de um ambiente para o outro, comando de voz e Circuito Fechado de Televisão (CFTV).

Mais duas unidades

A PPP foi a primeira penitenciária do Brasil contratada por meio de parceria público-privada. As Unidades I e II, destinadas a presos do regime fechado, foram inauguradas em janeiro e setembro de 2013, respectivamente. No modelo adotado em Minas Gerais, inspirado na experiência inglesa, o consórcio GPA (Gestores Prisionais Associados), vencedor da licitação, é o responsável por construir e administrar o Complexo Penitenciário, obedecendo 380 indicadores de desempenho definidos pelo Estado, por meio de um contrato de concessão, com prazo de 27 anos.

O Complexo Penitenciário da Parceria Público-Privada contará com cinco unidades, três para detentos do regime fechado e duas para presos do semiaberto. Ao todo, serão 3.360 vagas. A previsão é que as Unidades IV e V sejam inauguradas até o final do ano.

Fonte: R7

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