Preço médio das refeições em BH é o menor entre 21 capitais

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Comer fora de casa em Belo Horizonte é mais barato que em outras 21 capitais do país. É o que aponta pesquisa da administradora de cartões-benefício para empresas Alelo. Entre as cidades pesquisadas, a comida mineira, em média, só é mais cara que a belenense e a porto-alegrense. Ainda assim, a variação não ultrapassa R$ 0,22. Para profissionais da área gastronômica, os custos administrativos, o preço dos alimentos e até o comportamento do mineiro influenciam nessa conta.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), Fernando Júnior, considera que os preços de aluguel, mão-de-obra e dos produtos alimentícios influenciam diretamente no valor da refeição.

“Carne e verduras são mais baratas aqui (em Belo Horizonte). Em comparação com o Rio de Janeiro, por exemplo, o que mais pesa é o valor do aluguel e da mão-de-obra”, analisou Fernando Júnior.

Outro aspecto apontado pelo presidente é o baixo número de turistas circulando na capital mineira. “Muitos mineiros gastam bem mais dinheiro quando estão viajando, mas não se permitem muito em Belo Horizonte”, afirmou Júnior.

Dono do restaurante Xapuri, Flávio Trombino concorda com a avaliação de Júnior. “As pessoas (do Rio de Janeiro e São Paulo) têm a cultura de comer mais vezes fora de casa. O turista acha nosso preço justo, o mineiro considera salgado”, afirmou Trombino. O empresário citou a questão cultural como influência nos preços. Os mineiros, segundo ele, são mais precavidos.

“Os mineiros gostam de ter uma reserva. Em momentos de crise, são os primeiros a esperar para depois gastar. E é o mercado que dita os números”, concluiu Trombino.

A concorrência é outro fator que reduz o preço da refeição em Belo Horizonte. Segundo o presidente da Abrasel, a capital mineira tem 18 mil estabelecimentos. “É a cidade com a maior concentração de bares por habitante. Se você vende caro, tem outro estabelecimento que vende mais barato e leva o cliente”, afirmou.

Viajante assíduo, o dono do Uai Shopping, Elias Tergilene, percebe que a comida em Belo Horizonte é mais barata em comparação com a maioria das capitais que visita. Tergilene ressalta, no entanto, que há diferenças discrepantes dentro das capitais. “O preço do mesmo produto varia entre o Barreiro e a Savassi, por exemplo. O mesmo acontece em São Paulo. O preço na avenida Faria Lima é muito diferente daquele encontrado no centro”, exemplifica.

O empresário confirma que onde há atividade turística, a comida tende a ser mais cara, e que em locais onde o acesso é mais difícil e não há agropecuária, os preços são mais elevados.

Expectativa é de aumento dos preços 

 

A crise vivida pelo país e as dificuldades que os restaurantes enfrentaram no início do ano devem elevar o valor da refeição na capital. Empresários informaram que estudam maneiras de repassar minimamente os reflexos da crise ao consumido.
No restaurante Xapuri, não há reajuste desde julho do ano passado. Entretanto, não há mais como “segurar” a inflação. “Estamos fazendo cotações de preços para que o reajuste seja o mais enxuto possível. Há ainda ações de redução do custo sem a perda da qualidade”, revelou o dono, Flávio Trombino. 
O presidente da Abrasel, Fernando Júnior, considera que o fechamento de estabelecimentos no país devido à crise deve aumentar os preços. 
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